por: Ana Mendonça
Uma informação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): mensalidades das escolas particulares sobem mais de 50% desde 2009.
Uma indústria sem garantia de entrega de um "produto" 100% aprovado para o Enem e as Universidades Federais, as escolas particulares no Brasil sempre ocuparam lugar de destaque, e por décadas foram vistas como sinônimo de garantia para um futuro melhor aos filhos dos mais ricos, e sem muita oportunidade para os filhos dos pobres. Se já era difícil desde a época Império, onde o ensino privado era para poucos, agora em pleno Século XXI e toda a sua globalização, a escola particular continua sendo um sonho distante da chamada classe média. O motivo é o aumento das mensalidades das escolas.
Uma indústria sem garantia de entrega de um "produto" 100% aprovado para o Enem e as Universidades Federais, as escolas particulares no Brasil sempre ocuparam lugar de destaque, e por décadas foram vistas como sinônimo de garantia para um futuro melhor aos filhos dos mais ricos, e sem muita oportunidade para os filhos dos pobres. Se já era difícil desde a época Império, onde o ensino privado era para poucos, agora em pleno Século XXI e toda a sua globalização, a escola particular continua sendo um sonho distante da chamada classe média. O motivo é o aumento das mensalidades das escolas.
Com um aumento de 8,45% em fevereiro, o preço do ensino médio privado já
acumula uma alta de 53% desde 2009, quase o dobro da inflação no período (27%),
segundo dados do IBGE.
As mensalidades que já subiram não
aumentarão mais em 2013, que por lei só podem ter um reajuste por ano. E o
ensino privado vai novamente fechar o ano acima da inflação, segundo analistas, deve ser de 5,8% em 2013.
Não ficaram de fora as mensalidades no ensino fundamental (52%) e na
educação infantil (51%). O ensino superior e a pós-graduação acumulam uma alta
menor, de 33% cada.
O principal argumento para os reajustes nas mensalidades é aumento de
salário dos professores, mas o que vemos são os professores tendo que trabalhar
em várias escolas para poder sobreviver. As
cargas tributárias também são citadas como vilãs e o custo do empregado do segundo escalão como faxineiros, porteiros etc, o que praticamente dobrou nos últimos cinco ou seis
anos. E tem outras coisas, como o aluguel.
Acredito que diante deste quadro resta torcer e esperar para que a escola
pública se transforme e passe a ser uma opção boa ou quem sabe quase perfeita para os menos
ricos, como exemplo das escolas da Europa, e talvez adotando o modelo das
escolas públicas da Finlândia.
Próximo post: As escolas publicas.

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