Governo pretende reduzir a fragmentação dos conteúdos na sala de aula.
Inep vai estudar uso do Enem como 'termômetro' de qualidade da escola.
Para reverter a estagnação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no ensino médio, o Ministério da Educação planeja atuar em duas frentes: reduzir a fragmentação dos conteúdos curriculares na sala de aula e aumentar o número de horas que os estudantes passam na escola. O governo estuda adotar, como indicador de qualidade para este nível de ensino, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já que a Prova Brasil do ensino médio --um dos dados usados no cálculo do Ideb-- é aplicada com um número pequeno de estudantes e, por isso, tem apenas valor amostral.
De acordo com o ministro Aloizio Mercadante, apesar de o MEC considerar os resultados do Ideb para o ensino médio, ele ainda é feito em quantidades muito pequenas e, portanto, tem valor amostral, e não censitário, como ocorre com as escolas do ensino fundamental. Para melhor a avaliação dos adolescentes que concluem o ciclo básico, ele afirmou que pretende estudar a possibilidade de adotar o Enem como indicador de qualidade das escolas.
São 1,8 milhão de alunos que se formam neste ano, 1,5 milhão já estão inscritos para o Enem, ele já é o exame censitário", afirmou Mercadante em entrevista à Globo News (veja no vídeo acima). O secretário de Educação Básica, Antonio Cesar Callegari, explicou que a proposta ainda vai ser estudada pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), já que o Enem, atualmente, serve como avaliação individualizada do aluno, diferentemente da Prova Brasil, que não pode ser comparável entre alunos, mas avalia a escola e as redes de ensino.
Mercadante explicou que, caso o Enem adote mais esta função, ele não vai deixar usado também pelos alunos interessados nos programas de bolsas de estudo e financiamento estudantil do governo, além de vagas nas instituições federais que participam do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Currículo integradoEm entrevista ao G1, o secretário de Educação Básica do ministério, Antonio Cesar Russi Callegari, afirmou que o governo vai estudar, junto às redes municipais e estaduais, formas mais eficazes de ensinar aos alunos os conteúdos obrigatórios, e que, no início de 2013, pretende remeter ao Conselho Nacional de Educação (CNE) uma "proposta dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes do ensino médio".
Ler mais: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/08/mec-quer-integrar-curriculo-e-pode-usar-enem-para-avaliar-ensino-medio.html
Nenhum comentário:
Postar um comentário